Sua DRE está preparada para a maior mudança contábil em décadas?

Você já parou para pensar que a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) que sua empresa publica hoje pode estar com os dias contados no formato atual?

Não se trata de especulação. A IFRS 18, convertida no Brasil como Pronunciamento Técnico CPC 51 e aprovada pela Resolução CVM 237, substituirá o antigo CPC 26 (R1) a partir de 1º de janeiro de 2027, introduzindo a maior reestruturação na apresentação do desempenho financeiro das empresas desde a adoção das normas internacionais. A CVM publicou as resoluções em dezembro de 2025, consolidando a obrigatoriedade do novo padrão para todas as companhias abertas.

O ponto que muitos gestores ainda não perceberam: a preparação começa em 2026. Embora a adoção obrigatória seja para exercícios iniciados em 2027, as empresas precisarão apresentar dados comparativos de 2026 já reestruturados no novo formato. Isso significa que o relógio já está correndo.

A questão central é que essas mudanças não se limitam à reclassificação contábil. Elas afetam diretamente indicadores como o EBITDA, cláusulas de contratos de dívida (covenants), remuneração de executivos e a percepção de risco da empresa no mercado. A Apollo Gestão, com sua expertise em Avaliação e Revisão da Vida Útil, Teste de Impairment e Arrendamento Mercantil, pode ser o parceiro estratégico para uma transição segura e eficiente.

O que muda de verdade?

A principal inovação da IFRS 18 está na reorganização da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) em cinco categorias obrigatórias: operacional, investimento, financiamento, tributos sobre o lucro e operações descontinuadas.

Na prática, isso acaba com a subjetividade que existia até então. Hoje, uma mesma receita pode ser classificada como operacional por uma empresa e como financeira por outra, o que dificulta – e muito – a comparação entre setores e empresas. Flavio Guzzon, sócio de consultoria contábil da EY Brasil, exemplifica: “Com as novas regras, juros embutidos em vendas parceladas para o consumidor, que muitas vezes são lançados como resultado financeiro, poderão ser deslocados para a linha operacional, alterando a percepção de indicadores relevantes da empresa em análise”.

A nova estrutura introduz dois subtotais obrigatórios que funcionam como “âncoras” para investidores e analistas: o Lucro Operacional e o Lucro Antes do Resultado Financeiro e Imposto de Renda. A transparência aumenta, mas a complexidade também.

Efeitos colaterais: EBITDA, covenants e remuneração variável sob nova ótica

A padronização proposta pelo CPC 51 é positiva para o mercado, mas as consequências colaterais exigem atenção imediata dos gestores.

Redesenho dos indicadores. Com a nova classificação de receitas e despesas, o EBITDA e outros KPIs financeiros podem mudar significativamente sem que a operação real da empresa tenha se alterado. Isso afeta diretamente:

  • Remuneração variável: bônus de executivos atrelados a metas de EBITDA podem ser afetados pela nova forma de cálculo;
  • Covenants bancários: muitos contratos de empréstimo exigem a manutenção de certos níveis de indicadores; se a reclassificação deteriorar esses índices, a empresa pode descumprir cláusulas contratuais e ser obrigada a quitar a dívida antecipadamente ou pagar taxas adicionais para obter waiver do banco;
  • Percepção de risco e ratings: analistas e agências de classificação revisarão suas métricas à luz da nova estrutura, e empresas que não se prepararem podem sofrer rebaixamentos inesperados.

Não por acaso, a EY Brasil publicou recentemente um guia com 15 ações prioritárias para apoiar as empresas nessa transição, indicando que os impactos vão muito além da contabilidade – alcançam estratégia, processos, sistemas, dados e pessoas.

Por que Vida Útil, Impairment e Arrendamento viram peças‑chave

É aqui que entra a expertise da Apollo Gestão. A migração para o CPC 51 não é apenas uma reclassificação de linhas contábeis. Três serviços se tornam ainda mais críticos nesse novo contexto:

1. Avaliação e Revisão da Vida Útil (CPC 27)

Com a nova DRE segmentando claramente o resultado operacional do financeiro, a qualidade do cálculo da depreciação e amortização ganha peso redobrado. Uma vida útil subestimada ou superestimada distorce diretamente o Lucro Operacional, comprometendo a comparabilidade que o CPC 51 tanto preza. Laudos técnicos de engenharia, como os que a Apollo produz, são a base para sustentar com segurança as taxas de depreciação perante auditores e investidores.

2. Teste de Impairment (CPC 01)

A nova estrutura da DRE trará mais visibilidade para ativos que não geram retorno. Se a reclassificação de despesas expuser resultados operacionais mais enxutos, cresce a pressão para que ativos sobreavaliados sejam submetidos ao teste de impairment. Um laudo bem fundamentado, com projeções de fluxo de caixa consistentes, protege a empresa de questionamentos e mantém a credibilidade do balanço.

3. Arrendamento Mercantil (CPC 06 / IFRS 16)

Na nova DRE, as despesas com arrendamentos terão seu lugar claramente definido – e isso impacta a percepção de endividamento e alavancagem. A correta segregação entre juros (financiamento) e amortização do direito de uso (operacional) passa a ser crítica. Além disso, a Reforma Tributária em curso, com a transição para o IBS/CBS, acrescenta uma camada extra de complexidade aos contratos de arrendamento, exigindo revisão cuidadosa dos saldos e da dedutibilidade fiscal.

O que fazer agora?

A lição é clara: 2026 não é ano de espera, é ano de preparação. A complexidade da transição para o CPC 51 não depende tanto do setor de atuação, mas sim da complexidade operacional de cada empresa.

Na Apollo Gestão, entendemos que a conformidade normativa não é um fim em si mesma – é um meio para que as empresas comuniquem seu real valor ao mercado com transparência e segurança. Nossos laudos técnicos e consultorias em Vida Útil, Impairment e Arrendamento Mercantil são o suporte que faltava para atravessar essa transformação sem surpresas desagradáveis e com a confiança de auditores, investidores e conselhos.

A nova DRE está chegando. Sua empresa está pronta para ela?

📩 Entre em contato com a Apollo Gestão e descubra como podemos ajudar sua empresa a se preparar para o CPC 51 com segurança técnica e visão estratégica.

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A Reforma Tributária e impactos no Ativo Imobilizado

A Reforma Tributária, consolidada pela Lei Complementar nº 214/2025, trouxe mudanças que vão muito além das alíquotas. Ela transforma a forma como os tributos são calculados, creditados e fiscalizados, impactando diretamente o valor do seu patrimônio e a segurança jurídica do seu negócio.

Se sua empresa possui ativos imobilizados – máquinas, equipamentos, imóveis, frotas – ou está envolvida em processos de compra, venda, fusão ou sucessão patrimonial, duas frentes exigem sua atenção imediata: Valuation e Due Diligence com viés tributário e Governança de Dados e Ativos para o novo ambiente de fiscalização digital.

Ignorar essas mudanças pode significar perda de valor, riscos fiscais e surpresas no caixa. Antecipar-se, com o apoio de especialistas, é a chave para proteger seu patrimônio e aproveitar as oportunidades.


1. Valuation e Due Diligence: o que mudou no valor dos seus ativos e negócios?

A substituição do PIS, COFINS, ICMS e ISS pelo IBS e CBS altera a matemática do seu negócio. Se você está planejando uma venda, uma aquisição, uma reestrutura societária ou mesmo uma simples venda de um ativo, o valor que você tem em mente pode não ser o mesmo após a reforma.

Na compra ou venda de uma empresa: o fluxo de caixa mudou

Os modelos de valuation que você conhecia precisam ser recalibrados. Agora, o fluxo de caixa futuro de uma empresa será impactado por:

  • Crédito integral e imediato de IBS/CBS sobre a compra de máquinas e equipamentos – isso melhora o capital de giro, mas exige projeções realistas.
  • Fim dos incentivos fiscais de ICMS e IPI – muitos negócios que hoje são lucrativos por conta de benefícios regionais perderão essa vantagem até 2033. Quem comprar uma empresa sem considerar esse fator pode pagar mais do que ela realmente valerá no futuro.
  • Tributação no destino – a localização da sua fábrica ou centro de distribuição deixa de ser uma vantagem fiscal e passa a ser uma questão logística. O valor do seu imóvel industrial pode mudar conforme a nova realidade.

O que você precisa fazer: solicitar um valuation com cenários múltiplos (otimista, conservador e pessimista) que considere todas essas variáveis. Só assim você terá segurança para negociar ou para planejar o futuro do seu negócio.

Na venda de um ativo isolado: o Valor Líquido de Aquisição (VLA)

Se sua empresa pretende vender um imóvel, uma máquina ou um equipamento adquirido entre 2024 e 2032, a reforma criou uma figura importante: o Valor Líquido de Aquisição (VLA). Sobre esse valor, você não pagará IBS e CBS na venda – apenas sobre a diferença positiva entre o preço de venda e o VLA.

O que você precisa fazer: calcular corretamente o VLA de cada ativo antes de colocá-lo à venda. Esse cálculo evita que você pague imposto a maior e permite uma precificação muito mais competitiva.

Na due diligence de uma aquisição: atenção aos créditos e riscos ocultos

Se você está comprando uma empresa, os créditos tributários antigos (ICMS, PIS, COFINS) que aparecem no balanço podem não ter o mesmo valor que aparentam. A reforma permite compensá‑los com IBS, mas com regras específicas e prazo de até 240 meses. Além disso, créditos “podres” – que não poderão mais ser aproveitados – precisam ser baixados, impactando o patrimônio líquido da empresa.

O que você precisa fazer: incluir na sua due diligence uma auditoria patrimonial e de créditos tributários. Identifique quais créditos são realmente recuperáveis, avalie a estrutura de fornecedores (pois quem compra de não contribuintes terá menos créditos) e entenda o impacto real da reforma no fluxo de caixa da empresa-alvo.


2. Governança de Dados e Ativos: como se preparar para o Fisco Digital

A reforma não é apenas uma mudança de alíquotas – ela instaura um modelo de fiscalização em tempo real, baseado em cadastros nacionais e eventos fiscais eletrônicos. Se sua empresa não estiver com os dados organizados e integrados, os riscos de autuação e perda de créditos aumentam exponencialmente.

O “CPF dos Imóveis” – Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB)

A partir de agora, cada imóvel (urbano ou rural) terá um identificador único nacional, o CIB, integrado ao Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter). Escrituras, contratos e operações fiscais dependerão desse cadastro.

O que você precisa fazer: auditar e higienizar a base de dados dos seus imóveis. Muitas empresas têm cadastros com áreas divergentes, proprietários desatualizados ou documentos inconsistentes. Essas inconsistências podem gerar divergências com o fisco, atrasar transações e até inviabilizar operações de integralização de capital ou sucessão patrimonial.

Eventos fiscais: quando baixar um bem, você precisa avisar o fisco

A nova sistemática exige que a empresa transmita eventos fiscais complementares à nota fiscal. Se um bem do ativo imobilizado for perdido, roubado, inutilizado ou deixar de ser usado na atividade da empresa, você deverá estornar os créditos de IBS/CBS por meio de um evento eletrônico.

O que você precisa fazer: garantir que os setores de patrimônio, almoxarifado e fiscal estejam integrados. Qualquer baixa física de um bem precisa gerar automaticamente um evento fiscal. Caso contrário, sua empresa pode continuar tomando créditos indevidos e ser autuada posteriormente.

Política de governança do ativo imobilizado: um novo pilar de segurança

Com a reforma, o ativo imobilizado deixa de ser uma questão meramente contábil e passa a ser um ativo fiscal estratégico. A qualidade dos créditos que sua empresa pode tomar depende diretamente da qualidade do seu controle patrimonial.

O que você precisa fazer: implementar uma política de governança que inclua:

  • Conciliação físico-contábil periódica – o que está no balanço precisa existir fisicamente e estar corretamente classificado.
  • Controle de bens em poder de terceiros – máquinas em comodato ou consignação precisam ser rastreadas.
  • Rastreabilidade – uso de tags (QR Code, RFID) para garantir a integridade das informações e facilitar eventuais fiscalizações.

O momento de agir é agora

A Reforma Tributária já está em vigor e seu período de transição se estende até 2033. As empresas que se anteciparem – organizando seus dados, revisando o valor de seus ativos e estruturando uma governança sólida – sairão na frente, com menos riscos e mais previsibilidade.

Apollo Gestão está preparada para ajudar sua empresa a navegar por esse novo cenário. Com expertise em avaliação de ativos, due diligence patrimonial e governança de dados, podemos transformar a complexidade da reforma em vantagem competitiva para o seu negócio.

Não deixe para depois. Entre em contato e descubra como podemos proteger o valor do seu patrimônio e garantir sua conformidade no novo ambiente fiscal brasileiro.

O que a sua empresa precisa: Inventário, Organização ou Auditoria Patrimonial?

No complexo universo empresarial, a gestão patrimonial desempenha um papel crucial na sustentabilidade e eficiência das organizações. Três conceitos fundamentais nesse contexto, que se confundem com frequência, são o inventário patrimonial, a organização patrimonial e a auditoria patrimonial. Cada um desses processos desempenha um papel distinto, contribuindo para o entendimento, controle e otimização dos ativos de uma empresa. Neste texto, exploraremos as diferenças essenciais entre essas práticas e como cada uma pode beneficiar a sua organização.

Inventário Patrimonial: Entendendo os Ativos

O inventário patrimonial é um procedimento que visa listar, identificar e quantificar todos os bens e direitos de uma empresa em um determinado momento. Esse processo oferece uma visão detalhada do patrimônio, permitindo uma compreensão precisa dos recursos disponíveis. O inventário patrimonial é vital para a tomada de decisões estratégicas, pois proporciona informações sobre a distribuição de ativos, localização física, depreciação e obsolescência.

Além disso, o inventário patrimonial é frequentemente utilizado como base para a implementação de práticas de manutenção, substituição e atualização de ativos. A sua realização regular promove a transparência contábil e é fundamental para cumprir obrigações fiscais e normativas.

Organização Patrimonial: Eficiência na Gestão

Enquanto o inventário patrimonial concentra-se na identificação e quantificação de ativos, a organização patrimonial refere-se à disposição e estruturação desses ativos de maneira eficiente. Este processo envolve a categorização dos bens, a definição de responsabilidades quanto à sua gestão e a implementação de sistemas para monitorar a movimentação e o estado de conservação.

A organização patrimonial busca simplificar a localização de ativos, reduzir custos operacionais e minimizar riscos relacionados à perda ou deterioração. Ao criar um ambiente em que os ativos são facilmente gerenciados e monitorados, as empresas podem otimizar seus recursos e melhorar a produtividade.

Auditoria Patrimonial: Garantindo Conformidade e Precisão

A auditoria patrimonial é um processo sistemático de verificação e validação dos registros contábeis e físicos dos ativos de uma empresa. Seu objetivo principal é assegurar a conformidade com normas contábeis, regulamentações governamentais e políticas internas. A auditoria patrimonial não apenas verifica a exatidão das informações, mas também identifica possíveis fraudes, erros ou lacunas nos controles internos.

Ao conduzir auditorias patrimoniais regulares, as empresas podem mitigar riscos financeiros, demonstrar transparência aos stakeholders e aprimorar a integridade de seus relatórios contábeis. Este processo é especialmente valioso em ambientes empresariais complexos, nos quais a gestão de ativos é essencial para o sucesso a longo prazo.

Escolhendo a Abordagem Certa para sua Empresa

Em última análise, a escolha entre inventário, organização e auditoria patrimonial dependerá das necessidades específicas da sua empresa. O inventário oferece uma visão instantânea do seu patrimônio, a organização proporciona eficiência na gestão diária, e a auditoria garante a precisão e conformidade.

Idealmente, uma abordagem integrada que combine elementos de cada prática é a chave para uma gestão patrimonial robusta. Ao compreender as distinções entre esses processos e alinhar suas práticas à realidade da sua empresa, você estará melhor posicionado para maximizar o valor dos seus ativos e promover a saúde financeira do seu negócio.

Se a gestão patrimonial é a espinha dorsal do sucesso empresarial, a escolha da abordagem certa é crucial. É nesse cenário que a Apollo Gestão se destaca, oferecendo uma solução abrangente que incorpora os três conceitos fundamentais: inventário patrimonial, organização patrimonial e auditoria patrimonial.

Ao longo do último ano, a Apollo Gestão tem sido pioneira na implementação de práticas inovadoras que transcendem os limites convencionais da gestão de ativos. Seja na realização de inventários precisos que proporcionam uma visão instantânea do patrimônio, na organização eficiente que simplifica a gestão diária, ou nas auditorias minuciosas que asseguram conformidade e precisão, a Apollo Gestão tem se destacado como uma parceira confiável para empresas que buscam excelência em gestão patrimonial.

A abordagem integrada da Apollo Gestão não apenas reconhece a importância individual de cada conceito, mas também compreende a sinergia entre eles. Essa compreensão holística permite que as empresas não apenas atendam às suas obrigações regulatórias, mas também impulsionem a eficiência operacional e otimizem o desempenho financeiro.

Ao celebrarmos o primeiro ano de existência, a Apollo Gestão reafirma seu compromisso com a inovação contínua e a entrega de soluções personalizadas. Acreditamos que a gestão patrimonial não é apenas um requisito, mas uma oportunidade para transformar desafios em conquistas. Ao escolher a Apollo Gestão, você não está apenas adotando um serviço, mas ingressando em uma parceria que visa impulsionar o sucesso sustentável do seu negócio.

Em um ambiente empresarial em constante evolução, a gestão patrimonial é mais do que um processo; é uma estratégia para prosperar. Confie na Apollo Gestão para conduzir sua empresa em direção a um futuro onde os ativos são otimizados, os processos são eficientes e a excelência é a norma. Aqui na Apollo Gestão, estamos comprometidos em ser não apenas testemunhas, mas também protagonistas do seu sucesso patrimonial.

Joel Costa

Diretor na Apollo Gestão

Fazer inventário patrimonial internamente ou com fornecedor externo?

O inventário patrimonial é uma atividade essencial para empresas, pois permite que elas tenham um controle mais preciso sobre seus ativos e, consequentemente, uma melhor gestão financeira. Ao realizar o inventário, a empresa precisa decidir se irá fazê-lo internamente ou com um fornecedor externo.

Fazer o inventário internamente pode ser vantajoso para empresas que valorizam o controle, o conhecimento interno, a flexibilidade e a confidencialidade. Além disso, pode ser uma opção mais econômica para empresas que possuem muitos ativos para serem contados. No entanto, existem alguns riscos associados a essa opção que precisam ser considerados.

O viés é um desses riscos. Funcionários que realizam o inventário podem ter um viés inconsciente que pode afetar a precisão dos resultados. Além disso, a falta de experiência, o conflito de interesses, a falta de imparcialidade e a falta de auditoria independente também são riscos associados ao inventário interno.

Para minimizar esses riscos, as empresas podem optar por usar um fornecedor de inventário patrimonial externo, garantir que seus funcionários sejam treinados adequadamente e imparciais e realizar auditorias independentes de seus resultados de inventário. Cada empresa deve avaliar suas próprias necessidades e recursos para decidir qual é a melhor opção para ela.

O inventário patrimonial é uma atividade importante que deve ser realizada com cuidado e precisão. Ao decidir se irá fazê-lo internamente ou com um fornecedor externo, a empresa deve avaliar suas necessidades e recursos, considerando os benefícios e riscos associados a cada opção. A adoção de medidas preventivas pode ajudar a garantir a precisão e a confiabilidade dos resultados do inventário.

Ao avaliar as opções para realizar um inventário patrimonial, é importante considerar cuidadosamente os riscos e benefícios de fazer o inventário internamente ou com terceiros. A Apollo Gestão é uma empresa especializada em inventário patrimonial que oferece serviços completos e remotos, permitindo que as empresas escolham a opção que melhor atenda às suas necessidades e recursos.

Ao optar pelos serviços completos da Apollo Gestão, a empresa pode contar com uma equipe altamente capacitada para realizar o inventário patrimonial, garantindo imparcialidade e precisão nos resultados. Além disso, a empresa terá acesso a tecnologias de ponta que tornam o processo mais eficiente e seguro.

Já os serviços remotos da Apollo Gestão oferecem uma opção mais flexível e econômica para as empresas que preferem fazer o inventário internamente, mas ainda desejam contar com a expertise e suporte de uma empresa especializada. Com o uso de tecnologias de rastreamento e verificação, a Apollo Gestão pode fornecer orientação e verificação de dados à distância, ajudando as empresas a realizar o inventário com mais eficiência e precisão.

Independentemente da opção escolhida, a Apollo Gestão oferece uma abordagem personalizada e profissional para o inventário patrimonial, ajudando as empresas a minimizar os riscos e maximizar a eficiência e precisão dos resultados. Se você está buscando uma solução confiável para o inventário patrimonial de sua empresa, a Apollo Gestão pode ser a escolha certa.

Fonte

Apollo Gestão

Como estão seus controles internos com a pandemia?

Estamos atravessando por uma das maiores crises da história e isto nos tem feito refletir se estávamos tão avançados e preparados para a adaptação forçada a qual todos fomos submetidos. Alguns mais, outros menos, todos estão sentindo no dia a dia, e no bolso, os impactos da falta de preparo, planejamento e como a geração de informações pode ajudar na tomada de decisão, mesmo que à distância. Uma vez que muitos profissionais estão em home office, outros com restrições de acesso a fábrica e deslocamento, como otimizar o acesso a produtividade da sua equipe e seus ativos?
Temos focado na rapidez em colocar nosso time on-line, preservando saúde e bem estar. Passada a urgência natural que todos tiveram, muitos têm se perguntado: como gerenciar todos (ativos humanos e patrimoniais) à distância, preservando a privacidade individual, mas contemplando a lucratividade através da manutenção saudável e equilibrada do negócio?

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Nós da Apollo, temos pensado em formas de orientar nossos clientes durante a passagem desta epidemia, de forma profissional e estratégica. Reunimos algumas opções interessantes para as empresas adotarem, seja melhorando seus controles, aperfeiçoando o conhecimento ou mudando antigos paradigmas de gerenciamento.

1 – Inventário Expresso

Neste tipo de projeto, realizamos o processo reverso de inventário, que envolve análise preliminar da base patrimonial, abertura de itens e notas fiscais, definição de book de inventário e esclarecimentos para melhorar a clareza do cadastro patrimonial.

Neste caso, as etapas burocráticas e analíticas são postas antes, com a finalidade de otimizar o processo de inventário, pois não envolvem atividades internas de imediato, preservando assim o período de restrição de acessos que algumas empresas têm feito, otimizando o cronograma de atividades.

Este método vem sendo desenvolvido na plenitude dos trabalhos da Apollo Gestão, com a diferença do sistema de conciliação inteligente, através de redes neurais, onde nossa aplicação pré-concilia os ativos inventariados e aprende com as demais conciliações. Isto significa redução de tempo do projeto, eliminando custo e tempo de exposição das pessoas envolvidas.

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2 – Treinamento

Nosso time montou um curso completo para o planejamento e execução de um projeto de inventário patrimonial. Abaixo o conteúdo com os principais tópicos:

Inventário Patrimonial. “Do planejamento à importação” – 16 horas

  • Planejamento de Inventário, contemplando:
    • Análise preliminar do cadastro patrimonial – 2 hrs
    • Definição de bens inventário e não inventário – 2 hrs
    • Definição da tecnologia de identificação e suas diferenças (barras, rfid, iot) – 1 hr
  • Como criar seu próprio aplicativo de inventário utilizando seu smartphone – 2 hrs
  • Etapas da conciliação física x patrimonial. Quais critérios e ferramentas devo utilizar? 2 hrs
  • Como realizar o saneamento técnico das sobras contábeis? 2 hrs
  • Definição da posição conciliada final, qual a sua importância? 1 hr
  • Como formatar o arquivo patrimonial para carga no sistema; 2 hrs
  • Apontamento de melhorias no processo operacional; 2 hrs

Com emissão de certificado de participação e aproveitamento.

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3 – Tecnologias existentes para facilitar os controles

Como a sua empresa está realizando a identificação de ativos, estoques ou pessoas? Procuramos reunir neste guia, as principais soluções utilizadas pela Apollo Gestão para Identificação e Controle de Ativos. Vão desde opções de baixo custo e controle limitado, a soluções mais completas e gerenciáveis, permitindo a localização exata e informações de desempenho e produtividade.

Abaixo, relacionamos os principais grupos de identificação patrimonial, sendo possível atribuir estas opções em: estoques, ativos operacionais e não operacionais.

  • IDENTIFICAÇÃO POR PUNÇÃO
  • IDENTIFICAÇÃO POR GRAVAÇÃO
  • ETIQUETAS IMPRESSAS
  • ETIQUETAS GRAVADAS
  • ETIQUETAS COM CÓDIGO DE BARRAS OU QR CODE
  • ETIQUETAS DE RFID
  • IDENTIFICAÇÃO POR RTLS
  • DISPOSITIVOS INTELIGENTES – IOT

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4 – Auditoria de Processos e Outsourcing

O serviço de Outsourcing consiste em absorver as atividades relacionadas à manutenção periódica dos ativos, fazendo com que a organização concentre esforços em áreas estratégicas. Através de um sistema patrimonial próprio, a Apollo Gestão realiza a movimentação mensal e apurar a depreciação fiscal e societária, conforme orientação do CPC 27. As movimentações mais comuns são: aquisições, baixas e transferências. Como ponto diferencial, atendemos nossos clientes de outsourcing patrimonial com auditorias periódicas e sem custos, visando verificar se os ativos adquiridos durante o intervalo de cálculo foram de fato identificados e alocados corretamente.

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Consulte-nos para saber como melhorar este e outros processos remotos da sua empresa. Queremos que sua a sua organização não fique parada. Conte com a Apollo Gestão como parceira para aperfeiçoar seus controles daqui para frente.

Fonte

Joel Costa – Apollo Gestão

O que é o Outsourcing Patrimonial e por que ele pode interessar ao seu negócio?

Em um mercado cada vez mais competitivo, manter a equipe focada e produtiva para entregar os melhores resultados é essencial. Ter um controle pleno de como e onde estão os seus ativos operacionais também: com as informações corretas, a empresa pode tomar as melhores decisões para o crescimento da organização. Nessas duas missões, gestores podem encontrar um bom aliado no Outsourcing Patrimonial.

1 – O que é Outsourcing Patrimonial?

Outsourcing patrimonial é um serviço prestado através da terceirização das funções de controle patrimonial de uma empresa. Operando através de um planejamento que otimiza os resultados do cliente, ele se torna uma poderosa ferramenta para que empreendedor direcione maior atenção no desenvolvimento do core business.

2 – Qualquer empresa pode contar com esse tipo de serviço?

Sim, qualquer empresa pode contar com este serviço de processamento patrimonial. Na Apollo Gestão, por exemplo, ajustamos a nossa forma de atuação interna de acordo com as particularidades do negócio do cliente, sempre atendendo a elevados critérios éticos que priorizam uma comunicação transparente e eficaz entre contratante e contratado.

3 – Quais os principais ganhos que uma empresa pode ter ao contratar um Outsourcing Patrimonial?

Entre os principais ganhos que podemos citar, está um recurso intangível: o tempo que o empreendedor ganha para focar no desenvolvimento de seu próprio negócio e concentrar esforços no que prioritariamente irá promover a expansão de sua atuação. Outro fator importante, é que se desenvolve uma nova estrutura organizacional com menos níveis hierárquicos – o que aumenta a flexibilidade e a rapidez de adaptação da empresa face às alterações do meio interno e do mercado, especialmente em situações de rotatividade. Pontuando outros itens relevantes posso citar:

– Redução de custos operacionais.

– Maior controle das informações.

– Dados sempre atualizados e fácil rastreabilidade.

– Auditorias periódicas mais rápidas e eficientes.

4 – A quais aspectos devemos estar atentos na hora de contratar uma empresa de outsourcing patrimonial?

Verificar se a empresa dispõe de know-how, equipe técnica e tecnologia para cumprir com os objetivos do contrato; atentar-se para que a empresa contratada não vire apenas uma interlocutora que, ao invés de trazer soluções acabe por dificultar a comunicação e gerar conflito entre as partes; analisar se a proposta de prestação de serviços tem coerência com a realidade do negócio e do mercado.

5 – Quais os serviços hoje oferecidos pela Apollo Gestão?

Entre os nossos serviços estão: avaliações patrimoniais de máquinas, imóveis e ativos biológicos; controle de estoques, sendo especialista em processos de automação e auditoria de estoques; organização e controle patrimonial, inserindo forte tecnologia nos processos de monitoramento e rastreabilidade de ativos; venda de etiquetas de controle patrimonial, rfid e rtls, além do desenvolvimento de dispositivos de controle à distância; projetos de atendimento à lei 11.638 e IFRS, como os CPC 27, que trata da vida útil do ativo imobilizado e o CPC 01, que orienta a realização do teste de Impairment dos ativos.

6 – Quais os principais diferenciais da empresa?

Podemos destacar a tecnologia que empregamos em nossas atividades: investimentos que fizemos a partir de um planejamento tático possibilitado pela nossa ampla experiência no segmento. Nesse período pudemos observar com bastante cuidado as melhores estratégias para viabilizar o serviço prestado de maneira prática, moderna e eficiente. Laudos físicos e digitais para avaliações de máquinas, imóveis urbanos ou rurais e avaliações de ativos; Processo completo de inventário patrimonial com entrega de tecnologia de ponta para continuidade operacional; Consultoria na adoção e revisão conforme definições dos CPC’s e suas interpretações para demonstrações contábeis; Profissionais com larga experiência em projeto de avaliações e inventário patrimonial, sempre implementando tecnologias disruptivas nos processos das organizações; AI (Ativos Inteligentes) para aplicações voltadas à automação e geração de valor para ativos operacionais.

7- De que maneira o serviço de vocês pode ajudar empresas num momento econômico como o atual?

Os clientes podem se beneficiar com as oportunidades de redução de custos, tempo para focar no desenvolvimento do negócio ou, até mesmo, revisar a estratégia de suas operações com informações atualizadas em tempo real e relatórios financeiros que possibilitam ao empreendedor a tomada decisões com melhores embasamentos.

Daqui para frente, conte com a gente! Apollo Gestão.

Fonte

Apollo Gestão

Depreciação e a sua composição

Mas afinal, o que é depreciação?

Desde a implantação da nova lei que determina que a depreciação dos bens pertencentes ao ativo imobilizado seja regulada em função do período de vida útil, diversas dúvidas surgem na estimativa deste parâmetro. Mas afinal, o que é depreciação?
Segundo a norma ABNT NBR 14.653 que regulamenta os processos de avaliações de bens, ela é definida como a perda de valor de um ativo devido a sua decrepitude, deterioração, mutilação ou obsoletismo.​
A decrepitude, como todos sabemos, é a perda de capacidade funcional a partir do uso do bem ainda que sejam consideradas as devidas manutenções. Obviamente, este é o fator mais presente em um processo de mensuração de depreciação, entretanto, ele não é o único.

Em sistemas produtivos com manutenções deficientes ou características de trabalho e ambientes nocivos ao ativo, haverá a presença de deterioração, logicamente, o período de vida esperado deve ser menor em relação ao seu natural.
A mutilação, por sua vez, nada mais é que a retirada de partes integrantes de um ativo, debilitando-o funcionalmente. Casos de mutilação, geralmente, estão ligados a descontinuidade operacional de bens, então a sua mensuração para fins de cálculo de depreciação tende a ser menos comum.

O obsoletismo, por sua vez, tem em sua composição fatores que limitam o melhor tempo de utilização variando em função das necessidades da empresa. Qualidade, custos de operação e produtividade tendem a ser focos de evolução contínua em qualquer área de desenvolvimento.

Quando falamos especificadamente na indústria de larga escala, é impensável que se tenha um conjunto de bens que não possuam um controle lógico programável ou conte com a presença de unidades robóticas, sistemas de metrologias tridimensionais, e redes informatizadas integradas de grande capacidade de armazenamento com alta velocidade de processamento com acesso geograficamente irrestrito.

Além disto, o obsoletismo pode ser forçado por outras demandas que não operacionais, como por exemplo, as adaptações necessárias visando atender à normas regulamentadoras, como por exemplo, a NR 12 que trata da segurança no uso de máquinas e equipamentos. O impacto do obsoletismo no cálculo da expectativa de vida útil é complementar aos outros pois é gerado a partir de informações que não dependem do estado de conservação do bem, mas sim de características técnicas e tecnologias intrínsecas ao bem.

Muitas empresas optam por realizar internamente as revisões de vida útil, porém é preciso atentar, além da responsabilidade técnica e respaldo científico, o quanto o obsoletismo limita a geração de valor pelo uso físico ou de venda.

Valor recuperável e depreciação

Falando em valor de venda, podemos entrar em outro assunto: a pausa da depreciação para um bem que não esteja em operação. Quando nos baseamos na depreciação pela vida útil, ao travarmos ela, estamos gerando um indício de impairment, ou seja, estamos indicando que não há expectativa de recuperarmos o valor investido no bem pelo seu uso.
Quando esta interrupção é breve, o impacto tende a ser irrelevante. Entretanto, em tempos de crise, sem expectativa de retomada plena de uso, podemos ter problemas na recuperação deste valor. Consideremos o cenário abaixo:

Um ativo foi adquirido há dez anos e teve a sua depreciação travada há cinco anos, com valores conforme abaixo:

Valor do bem quando adquirido: R$ 100.000,00
Valor do bem novo hoje, considerando reajustes de preço, sem presença de obsoletismo relevante: R$ 120.000,00
Idade: 6 anos com depreciação travada a partir do ano 4.
Vida Útil: 10 anos
Valor de parcela residual: R$ 15.000,00
Valor Depreciável: R$ 85.000,00

Desconsiderando expectativas futuras, se um bem não gera caixa, ele não terá valor mensurável pelo uso.

Agora determinando o valor por venda, segundo a norma NBR 14653, em especial para máquinas e equipamentos, e considerando, uma estimativa para a depreciação de grau II, ou seja, baseada em uma metodologia consagrada, usualmente Hélio de Caires:

Valor Contábil – Método Linear

Valor de Avaliação
Ano: 0 até 5, fator 1 – Manutenção Normal e Trabalho Normal
Ano: 5 até 10, fator 0,56 – Manutenção Normal e Trabalho Nulo. Realizando o cálculo, chegaremos ao índice de depreciação de 0,4245.

Portanto, temos contabilizados R$ 66.000,00 enquanto o nosso valor recuperável é apenas de 59.573,81 gerando um indicio de Impairment superior a R$ 6.000,00.
​Em resumo, é necessário estar atento a todas as particularidades que definem a vida útil, a depreciação e os impactos que podem ser gerados em função de uma prática comum.  

​Fonte
Everton Much – Apollo Gestão

Revisões anuais de Impairment CPC 01 e Vida Útil CPC 27

Neste post vamos tratar de dois documentos emitidos pelo CPC (comitê de pronunciamentos contábeis), sendo estes:

Com o advento da Lei 11.638/2007, tornou-se necessária a interpretação desta vasta legislação que buscou convergir para a harmonização com as normas internacionais de contabilidade, a transparência das demonstrações contábeis e a busca da essência sobrepondo a forma. Esta nova lei admite que o processo de normatização contábil seja centralizado em uma entidade. O que a lei fez foi validar o papel do CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis, uma instituição independente, que foi constituída em 2005 com as características exigidas pela nova lei. Inclusive o CPC já emitiu inúmeros pronunciamentos técnicos, sendo estes aprovados pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários.

Para os que não conhecem o CPC, o comitê foi criado pela Resolução CFC nº 1.055/05, e tem por objetivo “o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais”.
Dentre as necessidades pelas quais se constituiu o CPC, podemos destacar:

  • Convergência internacional das normas contábeis (redução de custo de elaboração de relatórios contábeis, redução de riscos e custo nas análises e decisões, redução de custo de capital);
  • Centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil, diversas entidades o fazem);
  • Representação e processo democráticos na produção dessas informações (produtores da informação contábil, auditor, usuário, intermediário, academia, governo).

Entrando no mérito dos respectivos cpc’s citados inicialmente, cabe destacar que atualmente existem 48 documentos emitidos, os quais podem ser acessados no site do cpc.org.br.
A função deste artigo é dar subsídios importantes na determinação por realizar tais testes, porquê, quando e como, cabendo aos representantes da empresa seu entendimento quanto à não execução e seus efeitos futuros.

CPC 01 (R1) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos ou Teste de Impairment

Impairment é uma palavra em inglês que significa, em sua tradução literal, deterioração. É uma regra segunda a qual a companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível. Tecnicamente trata-se da redução do valor recuperável de um bem ativo. Na prática, quer dizer que as companhias terão que avaliar, periodicamente, os ativos que geram resultados antes de contabilizá-los no balanço.
A percepção de inúmeros profissionais do mercado é de que esta será a temporada do “impairment”. O termo indica que o valor recuperável de um ativo, seja pelo uso ou pela venda, está abaixo do custo registrado no balanço. E quando as empresas identificam essa discrepância entre a realidade e a contabilidade, é preciso fechar o vão.
Como avaliação de um ativo depende de sua atratividade no mercado ou de sua capacidade de gerar caixa ao longo do tempo, um cenário de vendas fracas, margens reduzidas e taxas de juros elevadas joga para baixo o valor presente de qualquer bem.
O ajuste para perdas por desvalorização decorre da obrigação de avaliar os ativos, no mínimo anualmente, para ajustá-los a valor de sua realização, caso este seja inferior ao valor contábil. Valor contábil é o montante pelo qual o ativo está reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva depreciação, amortização ou exaustão acumulada e ajuste para perdas.
Dentre outras situações, por exemplo, o ativo precisa ser avaliado em decorrência da obsolescência ou de dano físico, o que o retorno esperado do ativo (fluxo de caixa futuro descontado) é menor que o valor contábil.
Esse teste de redução ao valor recuperável pode ser executado a qualquer momento no período de um ano, desde que seja executado, todo ano, no mesmo período. As metodologias para avaliação da recuperação de ativos são estipuladas na NBC TG 01, dentre as quais, a estimativa do valor em uso de um ativo.
Desta forma, se um ativo está registrado contabilmente por R$ 10.000,00 e seu valor recuperável é de R$ 8.000,00, teremos que ajustar a diferença (perda de R$ 10.000,00 menos R$ 8000,00 = R$ 2.000,00) da seguinte forma:
D – Perdas por Desvalorização de Ativos (Conta de Resultado)
C – (-) Perdas por Desvalorização (conta redutora do Ativo)
R$ 2.000,00

Nota: não se ajusta eventual ganho (valor recuperável superior ao valor contábil).

Embora as companhias abertas sejam obrigadas a prestar contas ao mercado a cada três meses, é no fechamento do ano que uma revisão completa dos números precisa ser feita. Tanto por quem prepara o balanço como por aqueles que o auditam.
Aliás, outra marca desta temporada de balanços estará nos pareceres de auditoria, já que alguns devem chamar atenção para problemas de liquidez das companhias e eventualmente até mesmo sobre a continuidade delas.

CPC 27 – Ativo Imobilizado, o qual orienta sobre a depreciação pela vida útil dos ativos

A Lei n° 11.638/07, promulgada em 28 de dezembro de 2007 e que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2008, trouxe alterações significativas a diversos dispositivos previstos na Lei n° 6.404/76 conhecida como Lei das Sociedades por Ações. O principal objetivo foi harmonizar as práticas contábeis brasileiras com as adotadas pelo International Accounting Standards Board (IASB).
No que tange ao Ativo Imobilizado, o processo para essa adequação é pela adoção do Pronunciamento Técnico CPC 27 Ativo Imobilizado, que correlaciona à norma internacional de contabilidade Property, Plant and Equipment (IAS 16) e o ICPC 10 – Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43.

Uma exigência do CPC 27 é de que as empresas realizem a 
revisão da vida útil dos seus ativos pelo menos uma vez ao ano ou quando ocorrer alteração significativa no padrão de utilização dos ativos, como por exemplo, a redução da jornada de trabalho por período indeterminado ou relevante, garantindo assim que os ativos estejam sendo depreciados contabilmente nas taxas que refletem a realidade operacional da empresa. Contudo, não é obrigatório que a revisão seja no início ou no final do exercício, podendo ser feita em uma data que seja mais apropriada para a empresa e também demanda a realização de um laudo específico para essa finalidade.
A revisão de vida útil pode ocasionar mudanças na estimativa contábil anteriormente reconhecida, sendo o registro dessa alteração constituído de forma prospectiva, ou seja, produzirão efeitos na contabilidade a partir da data da revisão, devendo ser observadas as normas do Pronunciamento Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.
A implementação da Lei 11.638/07 traz consigo, dentre outros fatores, a recomendação da depreciação dos ativos imobilizados em função do tempo em que se espera utilizá-lo, assim como da consideração referente ao valor de parcela residual, quando esta for relevante. O conceito de parcela residual é entendido como o valor esperado no momento fim da vida útil de um ativo, podendo ser mensurado como o valor de sucata quando a vida útil do ativo for igual à sua vida econômica e em função do mercado ativo quando a utilização prevista para o bem não atingir este ponto derradeiro.
O que muitas empresas não percebem é que a a utilização correta da parcela residual e mensuração da vida útil pode trazer uma grande redução nos custos fixos, em função da redução do valor a ser depreciado ou do prazo a ser estendido.
 
Cálculo da Vida Útil e Valor Residual

Com o tempo e o uso, os equipamentos industriais depreciam, mas não perdem totalmente o valor. Diferentemente de veículos, em que a desvalorização média é mensurada por variáveis simples e pode ser facilmente consultada, no caso de máquinas e equipamentos, o que conta são fatores muito mais técnicos em função do tipo de mercado que abrangem.
Os fabricantes normalmente determinam um período de tempo em que o desempenho é garantido, entretanto, dados relevantes como o tipo de manutenção aplicada, regime de trabalho, obsoletismo tecnológico e conjuntura do mercado podem afetar drasticamente o período de uso economicamente viável de um ativo.
Além disso, mesmo depois de terem sido utilizados por toda a vida útil, os equipamentos mantêm valor, principalmente se receberam as manutenções devidas. Este valor residual, pode ser estimado basicamente de duas maneiras: pelo valor de sucata do ativo, quando o bem não possui mercado de usados ativo, ou por meio do cálculo do valor esperado do ativo ao final de sua utilização pela empresa, na presença de mercado ativo para bens usados.
 
Por exemplo:
Um centro de usinagem, projetado para trabalhar em dois turnos por dia, que recebe regularmente a manutenção preventiva indicada pelo fabricante tem como durabilidade prevista 15 anos. Logo se, por uma baixa na demanda por tempo relevante, este equipamento trabalhar apenas em um turno por dia, então a sua vida útil tenderá a ser estendida. Existem diversas maneiras de mensurar este ganho no tempo de vida, mas trabalharemos com a suposição de que o ganho de vida estimado tenha sido de 20%. Logo, a nova vida útil recomendada será de 18 anos. Centros de usinagem são máquinas que possuem um amplo mercado ativo, em função da sua alta versatilidade em operações de usinagem, logo o valor residual deve ser mensurado por meio do valor esperado do ativo no final da vida útil do mesmo. A partir de uma amostragem do mercado ativo é possível encontrar uma curva de depreciação que simule o valor médio de um centro de usinagem em cada momento de sua vida útil.
 
Considerando o valor de aquisição de um centro de usinagem em R$ 1.000.000,00, com 2 anos de idade e valor atual de R$ 800.000,00, analisaremos qual deve ser a expectativa de uso da empresa que tenha como objetivo reduzir custos fixos através da redução do valor de depreciação, considerando o método linear.
No “Caso 1”considerando que a empresa manterá o centro de usinagem por 15 anos;
No “Caso 2”considerando que a empresa manterá o centro de usinagem por 18 anos;
E por fim considerando que a empresa opte por manter o padrão fiscal atual em que não se utiliza o conceito de vida útil real nem de valor residual.

Imagem

​Note-se que, neste caso, com a utilização da depreciação societária, a redução da depreciação supera os 50% em relação à fiscal. Assim como a vida econômica recomendável para o centro de usinagem desta empresa é de 18 anos. ​Fonte
ApolloGE

Os benefícios no uso da Parcela Residual

Vida Útil dos ativos e mensuração da parcela residual

A implementação da Lei 11.638/07 traz consigo, dentre outros fatores, a recomendação da depreciação dos ativos imobilizados em função do tempo em que se espera utilizá-lo, assim como da consideração referente ao valor de parcela residual, quando esta for relevante.

O conceito de parcela residual é entendido como o valor esperado no momento fim da vida útil de um ativo, podendo ser mensurado como o valor de sucata quando a vida útil do ativo for igual à sua vida econômica e em função do mercado ativo quando a utilização prevista para o bem não atingir este ponto derradeiro.

O que muitas empresas não percebem é que a a utilização correta da parcela residual e mensuração da vida útil pode trazer uma grande redução nos custos fixos, em função da redução do valor a ser depreciado ou do prazo a ser estendido.

Um grande exemplo de aplicação do efeito do uso da parcela residual ocorre com veículos de passeio, pelo seguinte fato:

O padrão contábil atual utiliza uma taxa de 20 % ao ano para tratar da depreciação de veículos, ou seja, em 5 anos, o ativo não terá mais valor contábil. Acontece que o mesmo não ocorre com o real valor de mercado do bem.

Para exemplificar isto, ainda que superficialmente, fizemos uma breve pesquisa de mercado de veículos populares e analisamos a variação do valor médio destes nos últimos 5 anos, através de um processo de regressão estatística simples, considerando como variáveis a idade e o percentual de valor remanescente do veículo quando comparado ao seu valor de novo, na data em que ele seria adquirido.

Por meio deste processo é possível obter uma equação que correlacione as variáveis a fim de se obter um valor remanescente esperado a partir da idade.

Vm = Valor de Mercado (% em relação ao valor de novo);
I = Idade em anos.

Pois bem, na idade de 5 anos teremos como resultado 0,67 ou seja 67% do valor de novo como valor de mercado para o bem. Analogamente, para uma vida útil de 5 anos teríamos uma parcela residual próxima deste percentual, que não deveria ter sido depreciada durante a vida útil.

Outro ponto interessante é de que a partir desta ideia bastante simplória torna-se possível adequar a política de renovação dos veículos, em função do seu melhor uso considerando, obviamente, não apenas o crescimento das despesas na manutenção do veículo, mas também contemplar a variação de valor gerada pelo próprio mercado ativo do bem.

Lembrando ainda que, a aplicação errônea da depreciação, quanto a tratativas gerenciais vai contra um dos principais argumentos utilizados para a reavaliação dos ativos realizada há alguns anos atrás, que era de ter a contabilidade mensurada com base no valor justo dos bens e que assim fosse mantida em função do correto método de depreciação.

Fonte
Everton Much – Apollo Gestão

Revisão da Vida Útil – Porque, como fazer e quais são os ganhos operacionais

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A Lei n° 11.638/07, promulgada em 28 de dezembro de 2007 e que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2008, trouxe alterações significativas a diversos dispositivos previstos na Lei n° 6.404/76 conhecida como Lei das Sociedades por Ações. O principal objetivo foi harmonizar as práticas contábeis brasileiras com as adotadas pelo International Accounting Standards Board (IASB).

No que tange ao Ativo Imobilizado, o processo para essa adequação é pela adoção do Pronunciamento Técnico CPC 27 Ativo Imobilizado, que correlaciona à norma internacional de contabilidade Property, Plant and Equipment (IAS 16) e o ICPC 10 – Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43.
No processo de convergências para as normas internacionais, algumas empresas já haviam adotado a reavaliação de seus ativos podendo utilizar esses valores reavaliados como valor de mercado de seus ativos. Entretanto, empresas que não haviam feito o uso da reavaliação podem apresentar divergências relevantes em relação ao valor registrado contabilmente e o valor justo de seus ativos na data do balanço.

O valor justo que trata a legislação, é determinado por um Laudo de Avaliação de Ativos, que reflete a posição real do valor dos ativos em uma data-base, e que normalmente não é refletida pelo saldo contábil na mesma data. Isso ocorre, pois por situações de câmbio na ocasião da compra e na data presente, o valor do ativo pode estar distorcido, ou até mesmo, por um desgaste maior ou menor que o ativo possa ter sofrido, dentre outras situações. Essa adequação é denominada deemed cost ou custo atribuído, e é demonstrada por meio de um laudo que deve ser praticado dentro de critérios técnicos consagrados, apurado por premissas que refletem a realidade do mercado e devem atender a norma ABNT NBR 14.653, que fixa diretrizes para a avaliação de bens e suas partes aplicáveis. Seu resultado deve ser informado nas demonstrações contábeis e notas explicativas quanto a seus valores e reflexos contábeis.
A diferença entre o valor justo e o valor dos ativos menos sua depreciação deve ser contabilizada tendo como contrapartida a conta “Ajuste de Avaliação Patrimonial” no Patrimônio Líquido, que terá seu saldo deduzido dos impostos diferidos. Os valores registrados como Ajuste de Avaliação Patrimonial no Patrimônio Líquido devem ser transferidos para lucros acumulados proporcionalmente à depreciação e as baixas dos ativos imobilizados. Estes valores deverão ser adicionados ao lucro líquido para fins de apuração do lucro tributável.
Outra exigência do CPC 27 é de que as empresas realizem a revisão da vida útil dos seus ativos pelo menos uma vez ao ano ou quando ocorrer alteração significativa no padrão de utilização dos ativos, como por exemplo, a redução da jornada de trabalho por período indeterminado ou relevante, garantindo assim que os ativos estejam sendo depreciados contabilmente nas taxas que refletem a realidade operacional da empresa. Contudo, não é obrigatório que a revisão seja no início ou no final do exercício, podendo ser feita em uma data que seja mais apropriada para a empresa e também demanda a realização de um laudo específico para essa finalidade.
A revisão de vida útil pode ocasionar mudanças na estimativa contábil anteriormente reconhecida, sendo o registro dessa alteração constituído de forma prospectiva, ou seja, produzirão efeitos na contabilidade a partir da data da revisão, devendo ser observadas as normas do Pronunciamento Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.

Cálculo da Vida Útil e Valor Residual 
Com o tempo e o uso, os equipamentos industriais depreciam, mas não perdem totalmente o valor. Diferentemente de veículos, em que a desvalorização média é mensurada por variáveis simples e pode ser facilmente consultada, no caso de máquinas e equipamentos, o que conta são fatores muito mais técnicos em função do tipo de mercado que abrangem.
Os fabricantes normalmente determinam um período de tempo em que o desempenho é garantido, entretanto, dados relevantes como o tipo de manutenção aplicada, regime de trabalho, obsoletismo tecnológico e conjuntura do mercado podem afetar drasticamente o período de uso economicamente viável de um ativo.
Além disso, mesmo depois de terem sido utilizados por toda a vida útil, os equipamentos mantêm valor, principalmente se receberam as manutenções devidas. Este valor residual, pode ser estimado basicamente de duas maneiras: pelo valor de sucata do ativo, quando o bem não possui mercado de usados ativo, ou por meio do cálculo do valor esperado do ativo ao final de sua utilização pela empresa, na presença de mercado ativo para bens usados.Por exemplo:
Um centro de usinagem, projetado para trabalhar em dois turnos por dia, que recebe regularmente a manutenção preventiva indicada pelo fabricante tem como durabilidade prevista 15 anos. Logo se, por uma baixa na demanda por tempo relevante, este equipamento trabalhar apenas em um turno por dia, então a sua vida útil tenderá a ser estendida. Existem diversas maneiras de mensurar este ganho no tempo de vida, mas trabalharemos com a suposição de que o ganho de vida estimado tenha sido de 20%. Logo, a nova vida útil recomendada será de 18 anos. Centros de usinagem são máquinas que possuem um amplo mercado ativo, em função da sua alta versatilidade em operações de usinagem, logo o valor residual deve ser mensurado por meio do valor esperado do ativo no final da vida útil do mesmo. A partir de uma amostragem do mercado ativo é possível encontrar uma curva de depreciação que simule o valor médio de um centro de usinagem em cada momento de sua vida útil. Novamente, supondo que os valores obtidos nesta curva de depreciação sejam:
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Pois bem, considerando o valor de aquisição de um centro de usinagem em R$ 1.000.000,00, com 2 anos de idade e valor atual de R$ 800.000,00, analisaremos qual deve ser a expectativa de uso da empresa que tenha como objetivo reduzir custos fixos através da redução do valor de depreciação, considerando o método linear.
No “Caso 1”considerando que a empresa manterá o centro de usinagem por 15 anos;
No “Caso 2”considerando que a empresa manterá o centro de usinagem por 18 anos;
E por fim considerando que a empresa opte por manter o padrão fiscal atual em que não se utiliza o conceito de vida útil real nem de valor residual.
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​Note-se que, neste caso, com a utilização da depreciação societária, a redução da depreciação supera os 50% em relação à fiscal. Assim como a vida econômica recomendável para o centro de usinagem desta empresa é de 18 anos. ​

Fonte
ApolloGE