Sua DRE está preparada para a maior mudança contábil em décadas?

Você já parou para pensar que a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) que sua empresa publica hoje pode estar com os dias contados no formato atual?

Não se trata de especulação. A IFRS 18, convertida no Brasil como Pronunciamento Técnico CPC 51 e aprovada pela Resolução CVM 237, substituirá o antigo CPC 26 (R1) a partir de 1º de janeiro de 2027, introduzindo a maior reestruturação na apresentação do desempenho financeiro das empresas desde a adoção das normas internacionais. A CVM publicou as resoluções em dezembro de 2025, consolidando a obrigatoriedade do novo padrão para todas as companhias abertas.

O ponto que muitos gestores ainda não perceberam: a preparação começa em 2026. Embora a adoção obrigatória seja para exercícios iniciados em 2027, as empresas precisarão apresentar dados comparativos de 2026 já reestruturados no novo formato. Isso significa que o relógio já está correndo.

A questão central é que essas mudanças não se limitam à reclassificação contábil. Elas afetam diretamente indicadores como o EBITDA, cláusulas de contratos de dívida (covenants), remuneração de executivos e a percepção de risco da empresa no mercado. A Apollo Gestão, com sua expertise em Avaliação e Revisão da Vida Útil, Teste de Impairment e Arrendamento Mercantil, pode ser o parceiro estratégico para uma transição segura e eficiente.

O que muda de verdade?

A principal inovação da IFRS 18 está na reorganização da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) em cinco categorias obrigatórias: operacional, investimento, financiamento, tributos sobre o lucro e operações descontinuadas.

Na prática, isso acaba com a subjetividade que existia até então. Hoje, uma mesma receita pode ser classificada como operacional por uma empresa e como financeira por outra, o que dificulta – e muito – a comparação entre setores e empresas. Flavio Guzzon, sócio de consultoria contábil da EY Brasil, exemplifica: “Com as novas regras, juros embutidos em vendas parceladas para o consumidor, que muitas vezes são lançados como resultado financeiro, poderão ser deslocados para a linha operacional, alterando a percepção de indicadores relevantes da empresa em análise”.

A nova estrutura introduz dois subtotais obrigatórios que funcionam como “âncoras” para investidores e analistas: o Lucro Operacional e o Lucro Antes do Resultado Financeiro e Imposto de Renda. A transparência aumenta, mas a complexidade também.

Efeitos colaterais: EBITDA, covenants e remuneração variável sob nova ótica

A padronização proposta pelo CPC 51 é positiva para o mercado, mas as consequências colaterais exigem atenção imediata dos gestores.

Redesenho dos indicadores. Com a nova classificação de receitas e despesas, o EBITDA e outros KPIs financeiros podem mudar significativamente sem que a operação real da empresa tenha se alterado. Isso afeta diretamente:

  • Remuneração variável: bônus de executivos atrelados a metas de EBITDA podem ser afetados pela nova forma de cálculo;
  • Covenants bancários: muitos contratos de empréstimo exigem a manutenção de certos níveis de indicadores; se a reclassificação deteriorar esses índices, a empresa pode descumprir cláusulas contratuais e ser obrigada a quitar a dívida antecipadamente ou pagar taxas adicionais para obter waiver do banco;
  • Percepção de risco e ratings: analistas e agências de classificação revisarão suas métricas à luz da nova estrutura, e empresas que não se prepararem podem sofrer rebaixamentos inesperados.

Não por acaso, a EY Brasil publicou recentemente um guia com 15 ações prioritárias para apoiar as empresas nessa transição, indicando que os impactos vão muito além da contabilidade – alcançam estratégia, processos, sistemas, dados e pessoas.

Por que Vida Útil, Impairment e Arrendamento viram peças‑chave

É aqui que entra a expertise da Apollo Gestão. A migração para o CPC 51 não é apenas uma reclassificação de linhas contábeis. Três serviços se tornam ainda mais críticos nesse novo contexto:

1. Avaliação e Revisão da Vida Útil (CPC 27)

Com a nova DRE segmentando claramente o resultado operacional do financeiro, a qualidade do cálculo da depreciação e amortização ganha peso redobrado. Uma vida útil subestimada ou superestimada distorce diretamente o Lucro Operacional, comprometendo a comparabilidade que o CPC 51 tanto preza. Laudos técnicos de engenharia, como os que a Apollo produz, são a base para sustentar com segurança as taxas de depreciação perante auditores e investidores.

2. Teste de Impairment (CPC 01)

A nova estrutura da DRE trará mais visibilidade para ativos que não geram retorno. Se a reclassificação de despesas expuser resultados operacionais mais enxutos, cresce a pressão para que ativos sobreavaliados sejam submetidos ao teste de impairment. Um laudo bem fundamentado, com projeções de fluxo de caixa consistentes, protege a empresa de questionamentos e mantém a credibilidade do balanço.

3. Arrendamento Mercantil (CPC 06 / IFRS 16)

Na nova DRE, as despesas com arrendamentos terão seu lugar claramente definido – e isso impacta a percepção de endividamento e alavancagem. A correta segregação entre juros (financiamento) e amortização do direito de uso (operacional) passa a ser crítica. Além disso, a Reforma Tributária em curso, com a transição para o IBS/CBS, acrescenta uma camada extra de complexidade aos contratos de arrendamento, exigindo revisão cuidadosa dos saldos e da dedutibilidade fiscal.

O que fazer agora?

A lição é clara: 2026 não é ano de espera, é ano de preparação. A complexidade da transição para o CPC 51 não depende tanto do setor de atuação, mas sim da complexidade operacional de cada empresa.

Na Apollo Gestão, entendemos que a conformidade normativa não é um fim em si mesma – é um meio para que as empresas comuniquem seu real valor ao mercado com transparência e segurança. Nossos laudos técnicos e consultorias em Vida Útil, Impairment e Arrendamento Mercantil são o suporte que faltava para atravessar essa transformação sem surpresas desagradáveis e com a confiança de auditores, investidores e conselhos.

A nova DRE está chegando. Sua empresa está pronta para ela?

📩 Entre em contato com a Apollo Gestão e descubra como podemos ajudar sua empresa a se preparar para o CPC 51 com segurança técnica e visão estratégica.

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